As aplicações de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, o Messenger ou o Telegram, fazem parte do nosso dia a dia. No entanto, também são um dos meios mais utilizados por cibercriminosos para praticar burlas, obter dados pessoais ou induzir vítimas a realizar transferências bancárias.
Segundo o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), estas mensagens fraudulentas podem assumir diversas formas, desde a personificação de familiares ou empresas até à divulgação de informação falsa ou à instalação de software malicioso.
Os tipos de fraude mais frequentes
As mensagens instantâneas fraudulentas podem ter como objetivo:
- Fazer-se passar por um familiar, amigo ou empresa para solicitar uma transferência de dinheiro;
- Obter palavras-passe, códigos de autenticação ou dados bancários;
- Convencer a vítima a clicar num link malicioso;
- Instalar malware no dispositivo;
- Difundir desinformação ou conteúdos manipulados;
- Extorquir ou intimidar através de mensagens ou imagens.
Um dos exemplos mais conhecidos em Portugal é a burla “Olá Pai, Olá Mãe”, em que o atacante se faz passar por um filho ou familiar para pedir dinheiro com carácter de urgência.
Como se proteger?
O CNCS recomenda a adoção de medidas simples, mas eficazes:
- Desconfie de mensagens provenientes de números desconhecidos;
- Confirme qualquer pedido urgente através de outro meio de contacto;
- Não clique em links suspeitos;
- Nunca partilhe palavras-passe, códigos de autenticação ou dados bancários por mensagem;
- Instale aplicações apenas a partir das lojas oficiais;
- Configure as definições de privacidade das aplicações de mensagens;
- Verifique sempre a origem das notícias antes de as partilhar;
- Denuncie mensagens fraudulentas às autoridades competentes.
O que deve fazer se for vítima?
Se suspeitar que foi alvo de uma burla ou de uma tentativa de fraude:
- Não responda à mensagem.
- Bloqueie o contacto.
- Preserve as mensagens e capturas de ecrã.
- Altere imediatamente as palavras-passe, se tiver fornecido credenciais.
- Contacte a instituição bancária, caso tenha efetuado alguma transferência.
- Apresente denúncia às autoridades competentes.
- Se existir um incidente de cibersegurança relevante na sua organização, comunique-o através dos canais próprios do CNCS/CERT.PT, quando aplicável.
A prevenção continua a ser a melhor defesa
A maioria destas burlas explora a confiança, a urgência e a distração das vítimas, e não falhas tecnológicas. Por isso, a sensibilização e a adoção de boas práticas são essenciais para reduzir o risco.
